Categoria: minha história

Morando junto | Os primeiros meses

morando junto

Seja por ter casado, seja por ter juntado as escovas de dentes, todas nós aqui um dia passamos ou vamos passar por essa grande mudança: o momento em que passamos a morar com um homem.

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Dependendo do tipo de relação que vocês tinham, talvez nem dê pra sentir tanta diferença. Eu achava que não sentiria, mas mesmo vendo e dormindo com meu marido quase todos os dias (quando era noivo/namorado), a mudança foi gigante para mim. E ao mesmo tempo não foi.

Passamos por algumas etapas.

  • No início, parecia que não era verdade. Que estávamos apenas viajando e compartilhando um chalé, como já fizemos tantas vezes. Era engraçado porque quando viajávamos, sentíamos que estávamos morando juntos. Depois que nos mudamos, a sensação era de que estávamos viajando.

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  • Não sei ele, mas eu me sentia sem graça em alguns momentos, com medo de incomodar, sabe? Era como se eu fosse visita na casa dele e, ao mesmo tempo, ele fosse visita na minha. De qualquer forma, até hoje parece que todos os dias são finais de semana.
  • Também era estranho o fato de não nos falarmos mais pelo celular antes de dormir e nem de mandar mensagens de bom dia todas as manhãs.
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Digamos que a comunicação agora está muito mais fácil.
  • Ao mesmo tempo, éramos os mesmos. Não passamos a brigar (como tentaram me apavorar me alertaram que poderia acontecer), a relação ficou ainda mais próxima. O fator “saudade” não era mais desesperador como no namoro (embora eu tenha saudade dele enquanto trabalho), mas agora fica aquele aconchego no coração de que vou chegar em casa e ele estará lá me esperando. É muito bom sair de casa sabendo que voltarei e verei ele.
  • No início, estávamos meio paranoicos em deixar a casa SEMPRE em ordem e impecável. Estávamos sempre limpando, arrumando… E claro, logo eu estava esgotada. No começo cada um ia fazendo o que vinha na cabeça, tipo, quem ia lavar as roupas, quem ia passar o aspirador… E decidimos, então nos organizar: quem faria o quê, quando e com que frequência. Olha, foi a melhor coisa que fizemos, porque aí não me sinto chata de ficar lembrando ele de fazer as coisas (quer dizer, às vezes precisa, mas aí não me sinto chata HAHAHA).
  • Hoje, ainda tentamos manter nossa casa sempre organizada e limpa, na medida do possível. Tudo muda quando se tem gatos em casa, né? hahahaha hoje fazemos uma limpezinha um pouco mais pesada quando recebemos visita, e achamos ótimo, mesmo que a visita diga que não precisa disso: a gente meio que se sente na obrigação de qualquer forma, e isso ajuda a manter a ordem na casa.
  • Aliás, quando nos mudamos, sentimos muita falta de ter bichos, já que fomos criados rodeados de peludos. Voltando da lua de mel, já logo adotamos 2 gatinhos irmãos, Lucy e Google. Hoje temos também a Juju, gatinha que era da minha irmã e que passou a não se dar bem com as irmãs. Ainda, vira e mexe a Nina, minha cachorra (que mora com a minha mãe), vem passar umas temporadas conosco. Hoje a casa não está sempre limpa e arrumada, tem bolinhas de papel e bolotas de pelo espalhadas… Mas agora o lar tem mais calor, mais alegria! A família está completa <3
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Nina
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Google e Lucy
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Juju
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Nossa casa, antes de ter “vida”.

…. e depois! <3

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morando junto

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  • Sabe aquele estranhamento inicial? Hoje o estranhamento acontece quando lembramos de como era ANTES de morarmos juntos. É algo tão sem sentido: um universo em que Mayra e Vítor não compartilham o mesmo lar. É como se sempre estivéssemos morando juntos. E eu amo isso!
  • Um ponto negativo, mas que é inevitável: falar de dinheiro. Argh, como odeio isso. Mas quando o casal compartilha as contas, é inevitável.
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É assim que a gente se sente cada vez que vai no mercado.
  • Um ponto positivo além de todos que já citei, mas que entra aqui como um bônus: eu não preciso mais andar de mochilinha de roupas por aí e nem ele precisa mais levar o guarda-roupa no porta-malas do carro hahaha
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Era assim que eu me sentia.

Aliás, as dicas desse post ajudam muito se aplicadas no casamento, também. Porque morar junto não é fácil – quando os dois não se dedicam a manter o namoro mesmo estando casados.

E para vocês, como foi? Como está sendo?

 

Jogar garrafa de bebida | Veja como foi no meu casamento!

jogar garrafa de bebida

Em um post passado, eu contei que o momento mais memorável do nosso casamento foi jogar garrafa de bebida.

Agora que recebemos as fotos, é claro que vou mostrar como foi esse momento mágico, hilário e serelepe. Claro, quando eu puder editar o vídeo, também vou postar aqui como foi engraçado o momento de jogar garrafa de bebida.

(aperte o play pra ler o post)

O momento da revelação: o noivo ia jogar garrafa de bebida logo após eu jogar o buquê de flores e o buquê de Santo Antônio!

jogar garrafa de bebida

A galera, claro, pirou! Tinha gente pulando, subindo em amigos, dando uma de goleiro…

jogar garrafa de bebida

3… 2… 1…

jogar garrafa de bebida
rá! Pegadinha do malandro! Ele não jogou! Ele fez isso umas duas vezes hahaha

3… 2… 1… FOI!

jogar garrafa de bebida
I BELIEVE I CAN FLYYYY!

E esse foi o voador sortudo que conseguiu!

jogar garrafa de bebida

Parabéns a todos os envolvidos xD

Leia +

Cortar a gravata do noivo | Uma alternativa caso você não queira explorar seus convidados descaradamente

Como foram as últimas horas antes do meu casamento #VlogTôCasando

Não deu tempo de filmar muita coisa. Mas fiz questão de filmar o que dava hahaha vejam aqui como foi!

  

Não como outro “dia 23” qualquer. 

Hoje completamos 5 anos e 4 meses, mas esse é um dia 23 muito importante e especial: é o dia em que vamos dar entrada no nosso casamento civil.
Minha ficha ainda não caiu… Será que um dia vou entender que meu maior sonho aos poucos está se realizando?   

5 anos

Estavam juntos há 5 meses.

Ela recém-formada da faculdade.

Ele recém-admitido na faculdade.

Ela perguntou, sob um céu cheio de estrelas: Casa comigo?

Ele respondeu: Caso.

Ele tinha que se formar.

E por 5 anos ela tinha que esperar.

Ainda assim, ela ainda o chamava de namorado.

Ele já começou a chamá-la de noiva.

Ela começou suas pesquisas de casamento.

Ele começou a estudar.

Ela pensava na decoração do casamento.

Ele, em como faria para passar em Álgebra Linear.

Ela sonhava com o anel de noivado.

Ele, batalhava para um dia pagá-lo.

Ela dizia que sentia que era a noiva menos noiva do mundo.

E ele era o jovem estudante mais empenhado para que o casamento acontecesse logo.

Ela sonhava.

Ele também sonhava. E batalhava.

Faltando 1 ano para a formatura dele, ela começou a pedir orçamentos. Assim, sem compromisso.

Mas ele mergulhou nesse momento e começou a participar dos preparativos, negociações e contas. Aquele mês ficou marcado como o começo de um dos maiores compromissos de suas vidas.

Ela sugeriu uma data. Ele, feliz, topou.

Ela decidiu fazer um blog, reunindo tudo que ela pesquisou nesse longo noivado.

E ele foi o primeiro a acreditar.

Alguns meses depois, ele perguntou, após abrir uma certa caixinha: Tem certeza?

Ela respondeu: Claro que tenho!

Ela sempre teve certeza, desde o início. E sabe que ele também.

……………………………

Obrigada, meu amor. Seu esforço para que nosso sonho se realizasse tem um valor inestimável para mim.

Que sigamos lutando por tantos outros sonhos.

Juntos, sempre juntos.

Amo você <3

5anos

PS: ano passado contei nossa história sob outra perspectiva em outro blog, dá uma olhadinha 😉

Pedido de casamento: como foi?

Nosso noivado foi bem diferente do padrão:
Aos 4 meses de namoro, quando estávamos vendo as estrelas em nossa primeira viagem juntos, pedi ele em casamento. Assim, só perguntei:
– Casa comigo?
– Caso.

Pareceu apenas uma conversa bobinha de dois namorados apaixonados, mas desde então começamos a nos referir um ao outro como “noivo/noiva”. Mudamos o status do Facebook. Pessoas vinham perguntar, eufóricas, quando seria o casamento, e logo se decepcionavam: seria depois que ele se formar. Ou seja, depois de 5 anos! Junto com a decepção, muitas vezes vinha acompanhado o olhar de ceticismo, que dizia: “então não é noivado” ou “até lá vocês já terminaram”.

Cerca de 2 anos depois, conversamos e eu disse que era a noiva que menos me sentia noiva no mundo, porque tudo estava muito longe ainda, e não havia nada que pudéssemos fazer… Então ele fez umas contas e vimos que podíamos começar a juntar dinheiro pro casamento.
Outro fato que me fazia não me sentir noiva era que EU não havia sido “pedida”. Eu tinha um noivo que me disse SIM, mas eu não disse SIM para ninguém…

Bom, quase 4 anos se passaram desde o meu pedido, e faltava pouco mais de 1 para o momento que combinamos nos casar. Pensei: não faço IDEIA do quanto custa um casamento. Comecei a orçar e já avisei ele, cheia de medo, de que comecei as pesquisas.
Tive medo dele achar ruim, achar que eu estava me adiantando… Mas se ele achou ruim, não deixou transparecer, porque ele se juntou a mim nas pesquisas, orçamentos, negociações… E algumas coisas já fechamos logo, porque vimos que quanto mais demorássemos, mais caro tudo ia ficar!
Fechamos buffet, foto, filme, bar, fechei vestido, comprei alguns acessórios…

Mas ainda assim, uma parte de mim não se sentia noiva.
Eu não queria fogos de artifício, pedido em público, música… Apenas queria ouvir dele a pergunta que ele nunca havia feito (mesmo que ambos já soubéssemos o que o outro queria).

Bom, no último dia dos namorados (nosso último “solteiros”), não combinamos de ter um jantar especial. Eu ia trabalhar, ele também, era sexta, teria trânsito… Apenas nos encontramos e fomos no shopping, comer qualquer coisa, dar uma volta, e deixamos a comemoração especial para outro dia.
Alguns dias antes, ele me perguntou:

– Quando você quer seu presente?
– Agora

Esse é um diálogo que acontece em toda data comemorativa hahaha
Mas claro, ele não fez o que pedi xD

No carro, voltando para casa depois do shopping, já comecei a encher ele:
– E meu presente? Me dáááá! Eu queeeero! Vai dar meia noite e você não me deu o presente, você quer que eu faça mimimi pelo resto da vida dizendo que você me deu o presente ATRASADO?
(quando quero ganhar meu presente, uso todas as armas possíveis hahaha e dificilmente funciona #fail)

Ele nem fazia menção de pegar o presente.
Chegamos em casa, ele ficou enrolando de propósito para me dar o presente.
Foi passar fio dental (“Ah, você vai passar fio dental ainda???”), brincou com os cachorros… Pegou uma pasta de dente na mochila (dizendo que a minha era ruim) e se trancou no banheiro.

– Ah, Ssauro, você ainda vai fazer coco??????

Segundos depois ele abriu bruscamente a porta e disse:

– Você quer?
– Quero!
– Tem certeza?
– Tenho!
– Tem certeza?
– Tenho!
– Tem certeza de que você quer casar comigo?

Eis que ele tira a caixinha do bolso, abre e me mostra o anel.
(Na verdade ele não pegou a pasta de dente na mochila, e sim o anel!)

Na hora eu:

– OOOOOOOOOOOOOOOOOWWWNNNNNNNNNNNNNNNNNNN!
Levantei para abraçá-lo e ele:

– Espera… *ajoelha*
– OWWWNNNNN
-… eu tenho que amarrar o sapato… *finge que amarra o sapato*

Comecei a rir, levantei ele e o abracei tanto, mas TANTO…
Nem vi o anel!

– Então… Você tem certeza?
– Não…*
– O.O
– Não tenho certeza de que VOCÊ quer casar comigo… 😉 Mas EU tenho certeza de que quero.

Rimos muito, nos beijamos, dei altos gritinhos quando vi o anel direito…

E foi assim. Sem fogos de artifício, público e música, mas rimos muito, foi completamente inesperado e… do nosso jeitinho 🙂

*Esse “não” foi uma brincadeira porque quando ele me pediu em namoro, foi assim:
– Quer namorar comigo?
– Minha resposta não é “sim”. Minha resposta é “CLARO QUE SIM”.

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